Terça-feira, Agosto 11, 2009

Espaço Cinematográfico – “Inimigos Públicos”

O novo filme de Michael Mann, junta duas grandes estrelas no grande ecrã: Johnny Depp e Christian Bale. Conta também com a participação da vencedora do Óscar de Melhor Actriz, Marion Cotillard, Billy Cudrup, Giovanni Ribisi e Stephen Dorff, entre outros. Estreou a 6 de Agosto.

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Sexta-feira, Agosto 7, 2009

Novo Blogue!

Visite o meu novo blogue: http://horizontedoser.blogspot.com.
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Quarta-feira, Junho 10, 2009

“Lusíadas”

Obra gloriosa, sobre um povo glorioso.

Cantada por Camões,

Leva-nos a um mundo misterioso,

Lugar de realidades e ilusões…

 

Sendo chamada de Epopeia,

É como um barco que navega mar fora

E os navegadores portugueses presenteia

Com a chegada à Ilha da Flora.

 

Mas se tudo fosse bom,

O seu encanto não seria tão intenso,

Por isso, exalta o Velho em bom som

Que o conjunto de obstáculos será imenso!

 

No entanto, o sonho venceu, tornando-se realidade.

E, com bravura e coragem,

Esta obra só se podia concluir com a verdade

E a tão merecida homenagem.

 

 

Faz sentido publicar este poema, hoje, dia de Portugal. Os Lusíadas retratam bem a grandiosidade do nosso povo que, agora, mesmo adormecida, está sempre presente no amor que cada um de nós nutre pela Pátria. Obrigada, Luís Vaz de Camões!

 

Sara Gonçalves

 

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Terça-feira, Junho 9, 2009

Espaço Cinematográfico – “A Papisa Joana”

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Domingo, Junho 7, 2009

Ennio Morricone – “The Mission”

Para a Filipa.


Publicado por Sara Gonçalves em 13:29:32 | Permalink | Sem Comentários »

“A Papisa Joana”



A autora reuniu, numa perfeita combinação, aspectos lendários com factos históricos do qual resultou um romance sobre Joana de Ingelheim. Filha de um missionário inglês e de uma mãe saxónica, Joana, nascida a 814, sente-se frustrada pelas limitações impostas à sua vida pelo simples facto de ter nascido com o sexo errado. O seu irmão Mateus começou a ensiná-la a ler e escrever quando Joana contava apenas seis anos. Com a sua morte, Joana recorre a toda a sua astúcia e capacidade de ludibriar de modo a continuar a dar largas à sua paixão pelo saber. Mais tarde, Joana foge de casa para seguir os passos do seu irmão João, a caminho da escola religiosa na Catedral de Dorstadt, onde ela se torna a única presença e estudante feminina tolerada. É quando surge Geraldo, e a vida de Joana muda ao aperceber-se de que o ama. No entanto, o seu amor é-lhe interditado pelas maquiavélicas manobras de Ritschild. Usando as roupas e identidade do irmão, depois deste ter sido chacinado durante um ataque normando, Joana foge e entra para o mosteiro de Fulda, onde ela se passa a denominar, depois de feitos os votos primordiais, João Anglicus. Trilhando o caminho de monge a padre num instante, enquanto apurava o seu conhecimento e técnicas de cura, Joana começa a traçar a sua rota direita a Roma, onde os seus dons lhe abrem caminho para se tornar confidente e físico curador dos dois papas. É nos meandros de várias intrigas políticas no meio eclesiástico que Joana, ela própria, ascende ao posto de pontífice máximo da Igreja Católica. A Papisa Joana resulta numa fabulosa e vívida recriação do período por nós conhecido como a “Idade das Trevas”.

 

 

“A Papisa Joana” foi um dos melhores livros que li até hoje. Comprei-o há pouco tempo, na “Feira do Livro” de Lisboa deste preciso ano. Quando cheguei a casa, recordo-me de pegar nele e começar a minha leitura. Página a página, dei por mim a entrar dentro da realidade daquela época… A dor de Joana tornou-se minha também. A sua força e garra fizeram-me ver o quão poderosa pode uma mulher ser. E foi então que, passados dois dias, terminei a minha leitura e, não contente com isso, pensei: “Um dia, vou relê-lo”.

 

Lindo, maravilhoso, fascinante… E marcante. Aconselho-o vivamente, principalmente aos amantes de História!

 

Aproveito para informar que esta obra literária será adaptada ao cinema e estará em exibição já este ano.

 

 

Sara Gonçalves

 

Publicado por Sara Gonçalves em 12:41:19 | Permalink | Comentários (1) »

Sábado, Junho 6, 2009

Vou esperar por ti, meu Amor

Vou esperar por ti, meu Amor,

À porta do Paraíso.

Juntos não sentiremos mais dor,

Bastar-nos-á o sorriso.

 

Vou esperar por ti, meu Amor,

Pois a espera é esperança

Numa felicidade cheia de cor

Que até hoje só foi lembrança.

 

Vou esperar por ti, meu Amor,

No prado dos amores-perfeitos.

Nele reinará o esplendor

De todos os nossos momentos.

 

Vou esperar por ti, meu Amor,

Sempre e eternamente,

Perfumada com o teu sabor

Aroma que mais ninguém sente.

 

Vou esperar por ti, meu Amor…

 

 


Sara Gonçalves

Publicado por Sara Gonçalves em 13:29:19 | Permalink | Comentários (3)

Quarta-feira, Junho 3, 2009

“Carta de Uma Desconhecida”

«Quero falar a sós contigo, dizer-te tudo pela primeira vez; hás-de ficar a saber toda a minha vida que sempre foi tua e acerca da qual jamais soubeste. Contudo apenas hás-de ficar a saber do meu segredo quando estiver morta, quando já não tiveres de responder-me, quando chegar verdadeiramente ao fim aquilo que agora me estremece pés e mãos, ora me afrontando ora me enregelando. Caso fique viva, então rasgarei esta carta e guardarei silêncio como sempre fiz. Caso a tenhas em teu poder, ficas então a saber ser uma morta quem te conta aqui a sua vida, que foi a tua desde a sua primeira até à sua última hora (…).» Era o dia do seu quadragésimo aniversário e o conhecido romancista R. recebia, entre a habitual correspondência, uma misteriosa carta. Escrita à pressa, com letra de mulher, duas dúzias de páginas de uma confissão que começava assim: «Para ti que nunca me conheceste». Um relato dramático de uma mulher que ama, desesperadamente, um homem incapaz de amar alguém.


Inspirado na obra literária do austríaco Stefan Zweig. Uma relíquia.

Publicado por Sara Gonçalves em 21:49:08 | Permalink | Sem Comentários »

Terça-feira, Junho 2, 2009

Pelo Museu de Arte Popular

Pelo Museu de Arte Popular, assinar, assinar!
 
Foi entregue ontem ao Ministro da Cultura uma petição para a reabertura do processo de classificação do edifício do Museu de Arte Popular, incluindo os seus conteúdos decorativos (pintura murais, esculturas e baixos relevos) e considerando que edifício e museu são um todo integrado e coerente que deve ser preservado. Esta petição é uma iniciativa do mesmo grupo que, há duas semanas, desafiou com grande sucesso os lisboetas a comemorarem o Dia dos Museus bordando um enorme lenço de namorados em defesa do Museu de Arte Popular (Catarina Portas, Joana Vasconcelos, Raquel Henriques da Silva e Rosa Pomar).

Hoje, dia 29, foi lançado um abaixo-assinado público em defesa do Museu de Arte Popular, cuja recolha de assinaturas está a decorrer em http://wwwPetitionOnline.com/MAP/petition.html.

Por favor, assinem pelo nosso património cultural!

Publicado por Sara Gonçalves em 19:44:30 | Permalink | Sem Comentários »

A Mulher da Praça da República


Caminhava apressadamente, ansiosa por chegar ao meu refúgio. Os barulhos da rua pareciam vir de outro lugar, mais longínquo; muita gente passava por mim, mas eu não via ninguém no verdadeiro sentido do verbo. Tanta coisa me passou ao lado durante aqueles minutos em que caminhava. No entanto, ao chegar à Praça da República, houve alguém que me despertou a atenção… Ela era pequena e nem sequer fazia muito barulho. Discreta, mas ao mesmo tempo suplicante, estava ali, sentada, com certeza à espera de alguém que já não vem, ou a sofrer uma perda, ou a lamentar uma derrota, ou simplesmente a desejar não viver mais. Há milhares de motivos para uma pessoa chorar. Aquela mulher chorava, silenciosamente, mas os meus olhos encontraram-na no meio de tanta gente, e eu caí na realidade da qual me havia distanciado desde que comecei o meu percurso. Talvez ela tenha gritado sem se ouvir e esse grito calado tenha penetrado nos meus ouvidos. Dirigi-me à senhora rapidamente, como se ela fosse cair de um precipício e eu ainda fosse a tempo de a agarrar. Perguntei-lhe se ela precisava de alguma coisa. Aquele ser cujos olhos estavam inundados de tristeza disse-me que não. Insisti. Podia oferecer-lhe um copo de água, qualquer coisa para comer, até mesmo um ombro amigo. Ela voltou a dizer que não, mas desta vez houve uma luz nos seus olhos… Pela forma como me encarou, percebi que ficou grata pelo meu gesto. Sorri-lhe com ternura e, ao virar as costas, a senhora pronunciou três palavras… “Muita saúde”. A outra… escapou-me. Que palavra seria? Olhei para trás e soube que o mundo dos seres humanos tem mais água, um imenso mar salgado, do que terra, pois são mais os momentos em que choramos do que aqueles em que construímos algo. Depois de um sorriso há sempre uma lágrima. Depois de uma lágrima há sempre um sorriso. Mas os sorrisos desaparecem depressa do rosto; já as lágrimas constroem um leito.

 

Sara Gonçalves

Publicado por Sara Gonçalves em 19:35:00 | Permalink | Comentários (1) »